quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ora reza quem deve VERSUS ora opina quem pode...

"A Câmara de Nisa se prepara para mais uma iniciativa vergonhosa e propagandística, ao convidar as pessoas e famílias que vão fazer a Crisma para um almoço, pago pelo erário público. A iniciativa é tanto ou mais vergonhosa, quando se comemora o Centenário da República, não respeitando a neutralidade de uma instituição municipal em matéria religiosa e por ser um precedente gravíssimo de que não há memória, nem mesmo nos tempos do fascismo. Uma Câmara, neste caso, comunista, imiscuir-se em assuntos da religião é uma afronta a todos aqueles que professam outras confissões religiosas ou simplesmente, nenhuma, defendendo a laicidade do Estado, uma das bandeiras de qualquer Estado moderno que se preze.
O facto é ainda mais grave quando a mesma Câmara, interrompendo uma prática usual e a meu ver justa, recusou por duas vezes, neste ano, o almoço aos dadores de sangue que para o efeito, voluntária e generosamente, se deslocaram ao Quartel dos Bombeiros para doarem um pouco do seu sangue à Associação de Dadores de Sangue do Distrito de Portalegre.
Se já era grave que a Câmara anunciasse e publicitasse no seu site a visita do Bispo, este acto da senhora Presidente é indecoroso e mostra bem que, mesmo em tempo de crise e contenção, tudo vale para fazer campanha, sendo que, neste caso, talvez o "santo se volte contra a esmola".
Não tenho palavras para conter a minha revolta e indignação. Estou chocado com esta atitude Câmara Municipal, como munícipe, como cidadão..."

Um anónimo "porreiro" :)

34 comentários:

  1. Anónimo4.11.10

    Será que nesse nucleo de pessoas que estão envolvidas no crisma não haverão familiares que fazem parte daquele magestoso staff da Srª Presidente?
    Fica a pergunta e talvez parte da resposta...
    E não creio que as os dadores de sangue o façam com o intuito de eventualidade de lá irem comer uma refeição grátis, de qualquer forma é verdade que não se entende esta dualidade de critérios...

    Vá...

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  2. tem razão este anónimo porreiro. eu como tolosense e portanto, nisense em termos concelhios, na minha qualidade de Ateu sempre respeitei todas as religiões, por isso gostava que as religiões fizessem o mesmo comigo.
    relembro que desde 1910 o Estado português é laico, portanto deve manter todos os credos religiosos equidistantes dos assuntos do Estado e seus derivados. infelizmente não é assim e o populismo da caça ao voto releva para o esquecimento as mais arreigadas ideologias políticas (de alguns políticos) e faz esquecer aos representantes da Igreja Católica uma das normas mais antigas do seu credo: a humildade e a discrição.
    jaime crespo

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  3. Anónimo4.11.10

    Sobre o testo acima, como como directora de Educação Religiosa na minha comunidade, sinto tristeza.
    Primeiro porque a religião seja qual seja e desde que seja praticada em boa fé, de certa forma não tem nada a ver com a parte do estado, desde quando este se limite a melhorar as condições de vida de sua gente, caso contrário e sem discriminações deve intreferir.
    Quanto ao almoço, é de desconfiar darem o chouriço sem terem ou virem a receber o porco primeiro.
    Pode ser uma demonstração de boa vontade, mas...!!!
    O convívio que chegue (o que não é obrigatório), há duas formas de o fazer:
    1ª- Quando é paga a inscrição para a preparação do Sacramento, o enc. de ed., paga já uma taxa que incluí os retiros e o convívío, e os padrinhos colaboram também, pois tem que acompanhar o processo de aprendizagem do que é ser convidado para padrinho(a), e o ter aceite,
    2ª- Entre os pais e os futuros padrinhos organizam um grupo que coordenará a parte do convívio, e a despesa é paga igualmente entre todos.
    Eu utilizo a 2ª há mais de 20 anos, e sem problemas de maior.

    Quanto a Camara anunciar a visita do Sr. Bispo, não vejo nada de mal desde que use a bitóla para todas as entidades que visitam Nisa.

    Se queremos viver numa sociedade democrática temos que respeitar e viver em conjunto.

    Uma anónima "porreira"
    Lina Maria Louzeiro Correia Zagalo Gameiro das Neves

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  4. Anónimo4.11.10

    Isto faz-me pensar, sinto medo, por mim, pelas gerações futuras.
    Aquele cortejo enorme, nós meninos da escola fardados de branco a rigor, tipo mocidade portuguesa. Com um carrego de pacotes de farinha e arroz nos alforges, pensava: Serei burro. Naquela altura não havia automóveis como agora, eram mais bestas.
    Ainda não havia televisão em casa dos meus pais, nem tão-pouco em casa de algum vizinho perto onde pudesse espreitar os desenhos animados.
    Naquela altura também houve um outro acontecimento que me deixou a imagem do branco das fardas. Recordo o Américo Tomás, trajando o branco da Marinha Portuguesa.
    Mais palavras para quê?
    4.11.67

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  5. Anónimo4.11.10

    Boa noite

    A ser verdade o que está publicado neste post, de facto e infelizmente, não me surpreende, pois há muito que se perderam as estribeiras no que respeita à condução dos destinos do Município de Nisa. Confesso que até me faltam palavras para classificar esta iniciativa, pelo que, apenas me vem à lembrança uma frase intemporal, proferida em tempos idos por um ilustre nisense: "Para tudo é preciso tempo, até para se perder a vergonha!"
    Quanto à divulgação da visita do Bispo, sinceramente não vejo mal ao mundo por isso, desde que, obviamente, se dê igual tratamento a visitas de outros credos religiosos.

    Diogo Machado

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  6. Anónimo5.11.10

    A igreja Católica é a religião oficial a que a nossa nação aderiu desde sempre. O resto são seitas terroristas que por aí há. E cada vez há mais. Quem ajuda os pobres? São os protestantes, adventistas ou jeovahs.
    Tenham juízo.

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  7. Anónimo5.11.10

    "A igreja Católica é a religião oficial a que a nossa nação aderiu desde sempre." Acha? Pois que eu saiba e está na Constituição da República Portuguesa, que Portugal é um estado laico, por acaso sabe o que isto quer dizer?

    Um Atento...

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  8. Anónimo5.11.10

    Publicava um ateu à dias num jornal:
    A uma instituição credível e que ajuda os pobres é a Igreja Católica. Não sou eu que digo, mas sim as palavras de um ateu.

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  9. e aí está o sectarismo religioso no seu esplendor e ignorância.
    Artigo 41º da Constituição da República Portuguesa, leia e aprenda. Deixo-lhe aqui o ponto "4: As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções de culto". As igrejas estão separadas do Estado! Percebeu? Portugal não tem nenhuma religião oficial.
    seitas, terroristas, demonstração de intolerância para com outros credos mesmo que cristãos... qualquer dia está a pedir de volta as fogueiras da Inquisição.
    A Igreja ajuda os pobres? que não seja pobre um dia e vá pedir ajuda à Igreja Católica...
    E que o juízo lhe não falte.
    Cumps

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  10. Anónimo5.11.10

    é preciso descaramento ser-se muito reles para se publicar este texto sobre o tema. para os comentadores devem de estar mesmo mal com a vida.
    parabens a
    quem tem coragem de ir contra os mesmos comentarios.
    Catarina basilio

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  11. Anónimo5.11.10

    Oh Margarida , gostaria de te expor uma situaçao que por acaso ouvi de uma conversa no meio de muitas. Nao é que agora quem assina contrato como AUXILIAR DE ACÇAO EDUCATIVA, fica a trabalhar num gabinete de contabilidade..... viva a rebaldaria, bem haja esta camara ahahah. E quam precisa desse trabalho fica de fora, as auxiliares nao deviam trabalhar nas escolas?????? bem haja

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  12. Anónimo5.11.10

    Mas qual é o problema do site da C. M. de Nisa, divulgar as actividades que estão a ser desenvolvidas no concelho...
    Pelos coments... não ha nada que resista... tudo o que se faz, é para angariar votos... e tudo o que não são ideologias socialistas são criticadas neste blogue de escárnio e mal dizer....

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  13. A religião é um assunto «sensível» que deve ser abordado sem reservas ou tabus, mas com RESPEITO. Quem quer ser respeitado tem de respeitar o outro. E ter bom senso e responsabilidade, não se limitar simplesmente a «mandar bocas».

    Nem a Igreja Católica "é a religião oficial" da República Portuguesa, nem o "resto são seitas terroristas que há por aí". A República Portuguesa é um estado laico, isto é, não apoia nenhuma religião.

    A Constituição da República Portuguesa diz o seguinte:

    Artigo 41.º
    Liberdade de consciência, de religião e de culto

    (…)

    4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto. "

    É bom ter isto em conta para não andarmos enganados e não nos andarmos a enganar uns aos outros.

    Por outro lado, se a Câmara de Nisa recebeu o Bispo de Portalegre e Castelo Branco, eu acho bem, é um sinal de respeito. Se a mesma Câmara vai ter uma qualquer iniciativa para assinalar um qualquer acto religioso eu acho mal, é pura idiotice.

    Nota: eu não tenho religião, embora me tenham baptizado e crismado, sem se preocuparem com a minha opinião, mas o meu avô Zé (grande avô!!!) «vacinou-me» a tempo ... sou livre!!!

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  14. JS eu também sou... e sou muito feliz!
    Livre em todos os aspectos :)

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  15. Anónimo6.11.10

    JS, com todo o respeito, o problema que aqui se discute não é a Câmara ter recebido o Bispo, o problema é pagar a almoçarada das crismas!

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  16. Anónimo8.11.10

    Alguém sabe responder à pergunta: Quem é que foi contratado(a) para exercer funções de auxiliar de acção educativa pela Câmara e está afinal a exercer funções de "contabilista"?????
    Isto é grave demais para ser verdade.....é na Câmara que essa pessoa extá a exercer essa função ou é no Agrupamento de Escolas?

    Obrigada a quem souber responder.

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  17. Anónimo8.11.10

    Há muito que por aqui não passava.
    Uma das últimas vezes que o fiz quase jurei não repetir.
    Não sei por que carga de água, acabo de entrar e só vejo disparate e sectarismo.

    Se por acaso um dignatário de qualquer religião viesse a Nisa, não devia ser recebido pelas entidades? e eventualmente a Câmara não poderia fazer uma recepção em sua honra?

    O respeito nem sequer é pelo dignatário, mas sim pelo que representa e por quem segue o que representa.

    Laico não é ateu, é equidistante.

    Todavia a religião da esmagadora maioria do povo português é a católica apostólica romana.

    Eu, nem por isso. Sou cristão - do ponto de vista civilizacional, moral e histórico-filosófico -, pois acredito firmemente nos valores do critianismo, o que não faz de mim religioso, e muito menos católico, ou romano.

    Respeito no entanto, até ao limite, essa (como outras) doutrinas. E exijo respeito total para as convicções do povo a que pertenço.

    Até posso discordar delas, mas devo respeitá-las.

    A Câmara de Nisa, que eu saiba divulgou a visita do Bispo. Se o fez a pedido das paróquias, fê-lo bem. E so fez apenas por sua iniciativa, também não fez mal.

    A única coisa que fez mal foi chmara "Sua Eminência" a Sua Ex.ª Reverendíssima, demonstrando a ignorância sobre o tratamento dado a um Bispo ou a um Cardeal (podia ter-lhe chamado Sua Santidade, mas ainda assim não fazia do Bispo Papa).

    Depois, e que eu saiba, a pedido (não sei se da paróquia ou de um grupo de paroquianos a Câmara cedeu instalações para um LANCHE partilhado e disponibilizou-se a oferecer uma sopa e um arroz à valenciana (coisa que não terá custado 50 euros, certamente). Depois cada um levaria o que quisesse.

    A Câmara de Nisa fez o mínimo que podia e devia ter feito. Aliás, como todas as outras por onde o Bispo passa em Visita Pastoral.

    Por acaso se calhar uma Junta também lhe ofereceu uma medalha, um lar ofereceu o Almoço, outra Junta um passeio de barco no Tejo.

    Até há pouco eu tinha de Nisa a imagem de uma terra relativamente evoluída na região, mas cada vez a vou perdendo mais e mais, comparando o sentir e o tipo de críticas com a de outras terras. É triste perceber o atraso revelado no sectarismo.

    O que está aqui em causa não é, em última análise, a vista do bispo ou qualquer questão religiosa. O que está em causa é que tudo serve para atacar a presidente da Câmara (não qual nunca votei nem votarei).

    Do que eu não gosto é da crítica pela crítica, do ataque soez, da política do bota abaixo.

    Repito que não votei nem voto nesta presidente de Câmara, mas também não voto de certeza absoluta neste tipo de oposição que só prejudica Nisa e os Nisenses, e que já é apontada na região como o (mau) exemplo do que de pior tem a política.

    O que vejo nestas críticas é falta de mundo, de Cultura, de abertura de espírito.

    Enfim, é confrangedor o que as pessoas coseguem produzir tendo como objectivo o bem comum e o serviço à comunidade.

    É por causa da qualidade dos actores que somos que temos o teatro que temos.

    (Não, não me ponho de fora)

    O que se passa é que somos especialmente maus, incultos, feios e porcos, por isso em vez de melhorarmos só pioramos.

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  18. Sim, de acordo. No meu comentário eu escrevi:

    "Se a mesma Câmara vai ter uma qualquer iniciativa para assinalar um qualquer acto religioso eu acho mal, é pura idiotice." Disse e mantenho mesmo que se trate de pagar a "almoçarada das crismas". Se isto se confirmar é uma idiotice.

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  19. Anónimo8.11.10

    Ao senhor que nos chama porcos:
    olhe que cada um é que sabe o que é que lá tem em casa :)

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  20. Jorge Nunes8.11.10

    Á irmandade dos Anónimos(porreiros,ou não)que tanto incomoda os gastos da Autarquia com a visita pastoral do Bispo à sua Diocese,apenas gostaria de recordar que em Maio deste ano tivemos a visita a Portugal de Sua Santidade o Papa.Não me lembro de ter visto aqui nenhum comentário,acerca do dinheiro pago pelos contribuintes para financiar tal evento.Porque será?
    Nisa não faz parte,do todo nacional?

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  21. Anónimo8.11.10

    Ao senhor que escreveu:
    "O que se passa é que somos especialmente maus, incultos, feios e porcos, por isso em vez de melhorarmos só pioramos."
    Uma anedota para desanuviar o espírito:
    "dois indivíduos cruzavam-se diariamente no trânsito de Lisboa. Um fechava os dedos do meio da mão e mostrava ao outro o popular "par de cornos", o do outro carro limitava-se a retocar o nó da gravata.Um dia encontram-se na rua, fora dos carros, aquele que todos os disa fazia os corninhos (juro que não sei se era o ex-ministro Pinho) indagou o outro:
    - Meu caro, porque é que quando eu lhe faço o gesto dos corninhos você responde retocando o nó da gravata?
    - Sabe meu amigo, cada um mostra o que3 a esposa lhe oferece".
    Haja boa disposição co caneco!

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  22. Anónimo8.11.10

    Sim, cada vez somos mais feios, mais porcos e mais maus.

    E assim, por este andar, jamais seremos bonitos, limpos ou bons.

    Entenda o que quiser e faça o que entender. Duvido é que em boa fé possa discordar o digo.

    E olhe que lamento tanto ou mais que você o ser obrigado a constatar o que constato.

    Onde e como é que estamos atrabalhar para evoluir?

    Não, não é de certeza com o tipo de intervenções que maioritariamente vemos neste blog!...

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  23. Anónimo8.11.10

    O Bispo veio cobrar o que lhe devem ...

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  24. Se o PAPA tivesse vindo a Nisa não tenha a minima duvida que cá estaria...

    Quanto ao senhor que fala dos comentários menos positivos neste blog, veja pelo seu comentário...se todos fizessem igual ao senhor(a) não sei se está bem a ver...

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  25. Anónimo9.11.10

    Concordo plenamente com o "anónimo" que se refere ao sectarismo. Esta crença de querer destruir tudo, independentemente de ser bom ou mau, só nos faz cada vez mais "incultos e maus".
    A visita de um representante eclesiástico a Nisa não tem nada que ser criticado. Transmite uma abertura da Igreja, de há muito necessária. A única coisa estranha é que sejam representantes comunistas a fazer essa recepção e a quererem aproveitar-se disso. Os Nisenses deveriam tentar ser mais construtivos, mas preferem agarrar-se à sua seteira ... assim vai este país.

    Pedro de Bourbon

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  26. Anónimo9.11.10

    Sr. Pedro de Bourbon, deixe lá o seu notório pedantismo de lado, há dezenas de anos que os bispos de Portalegre e Castelo Branco visitam o concelho de Nisa. Não é abertura coisa nenhuma é mera rotina.
    E deixe-se também de encontrar coisas estranhas onde tudo é normal. O que é que você diria se os tais representantes comunistas não tivessem recebido o Bispo? E ainda outra coisa: você acha que não há comunistas católicos? e não têm esse direito, ou o catolicismo está reservado para anticomunistas como você?
    Tenha vergonha, eu sou católico e sou comunista.
    Artur

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  27. Anónimo9.11.10

    anónimo. o bispo visita nisa pra celebrar os crismas, a mais de 20 anos que nao visitava tudo, como as instituições. Nao falem do que nao sabem.

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  28. Anónimo11.11.10

    o fato do bispo ter sido recebido pela autarquia não me causa engulhos, trata-se das relações institucionais que devem existir entre Instituições, o mesmo deverá acontecer caso outros dignitários de outras confissões e credos o façam. a questão do pagamento é que já não posso concordar. a Igreja não é uma instituição qualquer, tem um estado, com regras especiais mas ainda assim estado, o Vaticano e tem rendas e bens próprios e aufere de uma série de benefícios fiscais. portanto o senhor bispo pode visitar os locais que muito bem lhe apetecer e pagar a respetiva conta que tem dinheiro que baste para isso.
    quem diz que não se reclamou da visita do Papa em que mundo vive? não se reclamou possivelmente em Nisa porque quem pagou a fatura foram os municípios por ele visitados, ainda há 15 dias houve quem reclamasse por antónio costa ter mentido aos lisboetas por esse motivo. e repare no que se passou agora em Espanha.
    alguém diz que a esmagadora maioria do povo português é católico, desses, quantos são praticantes? a História mostra como a conversão foi feita: à espadeirada, paulada, com a forca e a fogueira, mais tarde com o Limoeiro, Caxias, Peniche, Tarrafal e desterro.
    o anónimo que refere que o bispo não visitava Nisa há mais de 20 anos, olhe, se ainda é o mesmo bispo que quando bispo da Beira em Moçambique fingiu não ver os massacres perpetrados pelas tropas portuguesas às populações civis e pacíficas locais, episódio prodigamente descrito por Rui Cardoso Martins, no seu livro "e se de repente eu gostasse muito de morrer", se ainda é esse não fará aí grande falta. nem aí nem noutro qualquer lugar.

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  29. Anónimo14.11.10

    Se vens por bem entra / já que a casa é tua/ mas se não vens também te digo / é melhor ficares na rua.
    D. Antonino Dias, bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco visitou durante uam semana algumas paróquias do concelho de Nisa. O bispo é pessoa de bem e foi bem vindo para contactar os seus paroquianos e diocesanos. Desceu à terra, na linguagem popular e a sua visita não merece qualquer reparo, antes pelo contrário. É um cristão e veio visitar outros cristãos como ele.
    Acontece, porém, que a religião é uma coisa e a política, outra.Não pode haver compadrios, apenas respeito e equidistância. Foi sobre esta questão, precisa e objectiva,que este post começou.O que cada um entendeu, a esse respeito escrever, não pode desviar-se do essencial. A Câmara e as Juntas de Freguesia, o poder politico municipal não pode nem deve pagar almoços ou banquetes a qualquer representação religiosa. Sob pena de serem acusados de favorecer uns em detrimento de outros, sabendo-se, claramente, quem são sempre os maiores beneficiados: a Igreja que proporciona mais votos.
    Portugal é uma república laica, respeita todos os cultos. O tempo da "religião oficial", da "comunhão do poder" entre Salazar e Cardeal Cerejeira terminou há muito.
    Creio, acredito, que o Bispo de Portalegre veio em missão de paz e reconhecimento e não tem qualquer culpa nas acções de vassalagem e de subserviência com que alguns "dignatários" políticos resolveram mimoseá-lo.
    A sua visita, a primeira a um concelho do distrito, encerra, contudo uma lição: os responsáveis da Diocese terão de ter mais cuidado sobre a escolha das pessoas que no terrreno preparam as visitas.
    Não prepararam a visita às Comunidades locais de um Homem,de um Pastor da Igreja que apenas pretendeu, estou certo, ver com os próprios olhos a realidade que o cerca.
    Viram na visita do Bispo, como se isso não fosse o acontecimento mais normal e terreno do Mundo, um pretexto para o "endeusamento" de uma figura respeitável e respeitosa, mas não mais nem menos respeitável que o comum dos nossos conterrâneos e concidadãos.
    A pastoral da palavra e da acção evangélicas dispensa bem, num momento especial de crise económica, os banquetes e as demonstrações de ostentação que a situação do país, vigorosamente, desaconselham.
    Tentar tirar outras ilacções ou aproveitamento de uma visita pastoral é o mesmo que atirar areia para os olhos.

    Aníbal Mascarenhas

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  30. Anónimo15.11.10

    Fica claro que a maioria dos comentários são muito ilustrados, bem conhecedores da realidade, nada sectários e muito sensatos.

    Oooppss!... poderá isto aplicar-se aos comentários de grade edificação aqui escritos?

    Temo sinceramente que não.

    Todavia isto é um espelho que nos deixa perceber o porquê de não evoluirmos e só retrocedermos.

    Infelizmente á medida que que vamos diminuindo, não é o melhor que fica, pelo contrário, O que parte é sempre o melhor, daí o retrato de Nsa actual, e das outras terras à volta.

    Ou arranjamos gente nova para vir para cá com espírito novo, ou não é com este espírito de velhos que conseguimos avançar um metro que seja; antes retrocedemos todos os dias.

    veja-se como eram as nossas terras há 20, 30, 40 e 50 anos atrás, e como são agora. Estão mais evoluídas? Poderão ter crescido, mas não cresceram em cultura nem em desenvolvimento relativo, antes pelo contrário.

    E todos os dias vamos de marcha atrás; por culpa de quem? dos outros?

    Não, nossa, exclusivamente nossa.

    A prop´soito disto da vista do Bispo, ponham os olhos nas outras terras aqui à volta que o bispo já visitou, ou nas terras da zona de Abrantes que igualmente visitou. vejam o comportamente dos autarcas e da sociedade em geral, de Gavião a Cosntância, de Mação ao Crato, a Ponte de Sor ou Alter e deixem vocês de fazer figuras tristes e de envergonhar Nisa.

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  31. Anónimo15.11.10

    Apoiado!
    Depois de perceber o que se tem passado nas outras terras e da ridícula figura feita por alguns de Nisa - entre eles um conhecido despeitado - fico cada vez mais triste por alguns usarem o nome da minha terra em guerras que nem sequer são políticas mas sim pessoais (oh se são) e assim cosmpurcarem a nossa Nisa.
    Falem cada um por si, mas não por Nisa. Porque não representam Nisa e nem a esmagadora maioria das pessoas se revê na sua inutilidade e no ódio que destilam.
    Tudo lhes serve para atacar, mas na cegueira do seu ódio não percebem que esse óbvio rancor se vira contra eles.

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  32. Anónimo22.11.10

    Tenho que dizer que li comentários com "xurume" ou seja por pessoas que até entendem do que falam.
    Há muita confunsão quando se diz ou se entende, que o estado está casado com a igreja católica romana.
    Não o está, nem nunca houve um convénio por escrito entre as duas entidades.
    Também quero esclarecer que Religiões há 3, e por esta ordem; Mulsumana (maomé), Judía (profetas/Moíses) e a Cristã (Jesus Cristo), que se tornou na religião católica por Cristo, apostolica pelos apostolos e romana pelo o momento histórico em que se concretizou.
    Tudo o mais que existe, são seitas.
    A base entre as 3 é o respeito comum. Assim como existem em Nisa muitos que querem ver a sua destruíção, há muitos mais que querem que a nossa Vila não perca a sua essência de sempre. Terra de gente boa, que apesar das suas diferênças a nível social ou religiosos, sempre lutaram ombro a ombro, desde a monarquia até à implantação da republica.
    Terroristas não nascem com o sêlo de nenhuma religião na testa.
    E o dizer quando se pergunta a que religião pertences " sou católico ", não o faz um cristão, católico, romano, a não ser que seja PRATICANTE.
    O segredo está em nos respeitarmo-nos uns aos outros, seja na religião ou na política.
    Primeiro está o bem comum de uma sociedade, e é aí que existe o problema, ninguem quer ser o 1º a dar o braço a torcer.
    Venha o Bispo, o Rabbi ou o Papa, pois que venham e assim a população poderá fazer as perguntas que queiram desde que sejam feitas com respeito!!!!!!!!!!!!
    Conheço comunistas católicos praticantes que muito dão de si mesmos, sem impor a sua cor política.
    Um conselho aos pais religiosos(?), que se não gostaram da medicina que lhes foi imposta por seus pais, por favor não a imponham aos seus filhos. Deem-lhes bons princípios com demonstrações na prática, e deixem que ao serem adultos, escolham o seu caminho.
    Eu sou católica romana/praticante, e respeito o espaço dos outros.

    Quanto a alguns comentários sobre a ajuda da Igreja Católica, está provado por estudos recentes, que é a que mais ajuda no território português, as outras enviam a ajuda para fora do país.

    Lina Maria Louzeiro Correia Zagalo Gameiro das Neves

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  33. Miguel Serra10.12.10

    De facto depois de ler todos os comentários, vejo que há aqui várias pessoas que falam sem saber, pois esta mania social de nos achar-mos no direto de falar sobre tudo. comentar e criticar, porquê que so veêm o mal nas coisas? Porquê que não se vê o bem, e o que aconteceu de bom?
    Mas será que o mundo é mau, só existe mal, e as pessoas são más? Nós pessoas é que fazemos o mundo assim com maldade, e cada vez mais contrubuímos para isso, por favor o mundo não foi criado para o mal, mas sim para o bem. Está na altura de mudar o ponto de vista sobre as coisas, e o olhar sobre o mundo, nós somos seres humanos criados para o bem, e com a capacidade do bem, não para o mal; de facto também fomos criados com a possibilidade do mal, faz parte da liberdade que nos foi dada. Eu diria mesmo que não existem pessoas más, existem sim pessoas que fazem más acções, quem faz más acções não o faz só a sí mesmo mas faz também aos outros, isso não é liberdade. Ser livre não fazer o que me apetece, não é agir segundo os meus instintos, como os animais, ser livre é fazer o bem o que está certo, é o não prejudicar oiu causar dano aos outros, mas sim contrinuir para o bem e para a construção do mundo; se eu não domino os meus instintos, então não sou livre, ser livre não é o apetecer fazer, mas sim o querer, e há uma diferença entre elas, pode apetecer-me andar a 190km/h na auto-estrada, mas não o faço, porque para além de por em risco não só a minha vida, mas também a dos outros que vão a viajar, também é proibido segundo a lei potrtuguesa; isto é ser livre, ter a capacidade de discernir entre o que devo ou não fazer, o que é bom ou não independente da minha vontade. Se todas as pessoas quisessem fazer o que lhes apetece, não havia mundo não havia ordem, instalar-se-ia o Kaos, como designam os gregos, o melhor é contribuir para o kosmos ou seja ordem.
    Quando dize-mos alguma coisa temos que assumir a responssabilidade do que dize-mos temos que dar a cara, escrever para um blog de forma anónima é fácil, posso dizer o que me apetece, críticar o que me apetece, e dizer mal de quem me apetece, quando nos damos ao luxo de dizer umas coisas temos de nos assumir e enfrentar as consequências, caso contrário isto do anónimo é um acto de cobardia, e é vergonhoso.
    Contudo não devemos olhar para o passado e lamentarmo-nos, mas sim para o presente e ver o que podemos fazer, e em que é que podemos mudar e crescer como Humanidade que somos, e aceitar isso com humildade.

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  34. luislopes10.12.10

    É isso, gastam-se uns patacos fazendo jus a uma Nisa cada vez menos hospitaleira, mas calamos os milhões que trouxeram Obama para lhe prestar vassalagem

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Obrigado, volte sempre...